terça-feira, 22 de maio de 2012

O PASSADO, O PRESENTE E O FUTURO...


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Qual o melhor? Será que foi o passado? Será que é o presente? Ou será que será o futuro?

Pois é... Ouvindo certa conversa hoje de manhã, uma senhora de uns 70 anos defendia que o melhor era o passado. Dizia que antigamente ninguém bebia nas festas e nem engravidava na adolescência. Mas o curioso é que ela foi mãe aos 16 anos e seu marido morreu de cirrose há 40 anos... E muitas senhoras que eu conheço hoje em dia também foram mães nesta idade. E o vocalista do AC/DC morreu embriagado há 30 anos... Então o que será que era tão bom no passado? No passado ninguém tinha conhecimento de quase nada, então ficavam longe da realidade. Não tinham como sofrer pela violência, pois ela ficava oculta. Hoje em dia tudo o que acontece a imprensa divulga e amplia... Sempre houve violência... Sempre houve sexo na adolescência... Sempre houve consumo de álcool nas festas, até na época de Jesus... Só que hoje, se o Adriano toma um chopp na esquina, a imprensa o chama de alcoólatra... Se um irmão mata o outro, dizem que é o fim do mundo...

Pra mim o melhor momento é o presente... A vida nunca esteve tão boa... Sorte minha que nasci no século 20 e vivo no século 21... Muita violência, muita destruição, mas muita informação e liberdade...

Sobre o futuro? Não sei... O futuro não pode interferir na minha vida... O passado interferiu e o presente interfere...

É isto! Fui! Um abraço!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

EDUCAÇÃO DOS FILHOS


           A maior alegria dos pais é ter filhos. A felicidade é extrema em “quase” todos os momentos. Mas isto é muito complicado, pois na cultura real, na verdade, o que todos fazem é espancar os filhos quase todos os dias. E isto é muito estranho! Na minha cabeça nascimento e casamento são coisas difíceis. Duvido que alguém discorde que viver a dois não é fácil. Vivemos juntos por gostarmos muito um do outro, mas não rola violência (estou falando de casais normais). Viver neste mundo é difícil, duvido que alguém não sonha sair daqui um dia. Ninguém quer morrer, mas todo mundo acredita, cada um da sua forma, que vai haver um mundo melhor um dia qualquer no futuro. Sonham em reencarnar, sonham na Terra ser transformada, sonham em Jesus voltar e etc. Mas ninguém quer viver aqui pra sempre. Mas, e nossos filhos?

          Queria entender como funciona a relação pais e filhos. Será que pra viver bem com nossos filhos temos que espancá-los? Será que criança é “mulher de malandro”, como diz a gíria popular? Eu discordo piamente de espancar crianças. Na verdade eu discordo de qualquer tipo de violência. Ninguém tem o direito de violentar ninguém. Mas e se o seu filho não te obedece de maneira nenhuma? Eu acredito que isto acontece quando os pais são incompetentes e incapazes de educar seus filhos sem violência. Se meu filho me obedece por que os filhos dos outros não lhes obedecem? Mas e se o seu filho te obedecer e não obedecer aos outros, o que fazer? Eu sei que com certeza nestes casos a pessoa que ele não está obedecendo não está lhe dando o respeito.

          Mas e quanto aos agrados? Você vai dar uma surra no seu filho e depois lhe dar uma caixa de bombom? Vai colocar seu filho de castigo e levá-lo ao parque de diversões depois? Muito estranho esta situação. Na minha cabeça bater não resolve nada. Só causa revolta nas crianças. Crescem pessoas desestruturadas e desequilibradas.

         Aí vão me dizer:

“Antigamente a educação era na base da porrada e foi a melhor educação!”

         Discordo! O que acontece é que hoje as crianças têm informação e não aceitam mais serem espancadas, então os pais que não sabem educar perdem o controle. A inteligência é mais poderosa que a força. A informação é uma arma poderosa.

          Frases do tipo:

“Ele está assim porque apanhou pouco!”

          São um dos maiores absurdos que alguém poderia dizer. Imagine se você avançasse o sinal e levasse uma surra? Imagine esquecer-se de pagar uma conta e levar outra surra? Você não acharia correto! Então pra mim existem outras formas de educação. O difícil é encontrar esta forma.

          Fiz um pacto com meu filho ultimamente, de que se ele ficar 30 dias sem me causar nenhuma “queixa” dele, eu daria um brinquedo especial pra ele. Este brinquedo ele quer há muito tempo. Eu compraria este presente pra ele de qualquer maneira. Então pra mim seria mais fácil comprar o brinquedo pra ele agora e falar pra ele que se não passasse 30 dias sem me causar “queixas” eu daria uma surra nele que nunca mais iria esquecer. Mas acontece que bater não é educar. E ele nem se lembraria mais da surra quando estivesse curtindo o novo brinquedo. A única coisa que ficaria nele seria o trauma e a revolta de ter sido espancado pelo pai. Por isto que digo que a violência não leva a nada. Meu filho que estava me causando alguns problemas por causa de descontrole meu na sua educação, agora está 26 dias sem queixas graves. É lógico que ele vai fazer coisas erradas, pois é uma criança. Você é um marmanjo e faz! Mas a diferença é como se faz estas coisas. Meu filho hoje está sob controle. Não apanhou e nem ganhou o brinquedo ainda, mas entende que se não obedecer perde muita coisa.

 Fui!!! Um abraço!!!

Crédito da imagem: 
CENTRINHO USP



quinta-feira, 3 de maio de 2012

MOTIVOS PRA SER FELIZ!

"Às vezes eu tento compreender porque eu vivo triste... É lógico que não tem explicação lógica... Mas eu não consigo assimilar os motivos que fazem as pessoas felizes neste mundo tão cruel... Acredito que o que faz as pessoas felizes são as coisas tristes..."
             Hoje eu conversando com uma cliente no meu trabalho, ela me contou sobre uma sobrinha que está com câncer nos olhos. A criança só tem três anos. A criança já perdeu um olho, o globo ocular foi retirado. Acreditava-se que eliminando o olho eliminaria o câncer, mas o mesmo já está se espalhando pela cabeça. Contou-me a cliente que sua sobrinha chora dia e noite de dor... Não existe remédio que faça a dor passar e para os médicos a dor é normal. A criança está toda inchada e muito fragilizada. Muito triste. Mas a vida é assim. Contava-me a cliente que no INCA havia muitas outras crianças, divididas por idade, e todas chorando de dor com diferentes tipos de câncer. Ela não entendia e os médicos não conseguiam explicar por que crianças têm câncer. São coisas estranhas da vida.Isto me transportou direto para o meu filho, que teve úlcera de córnea há algum tempo atrás... Foi tipo um câncer, pois as bactérias estavam “comendo” o olho do meu filho formando um buraco que ia direto para o centro do globo ocular. Ele chorava de dor a noite. “Quero enxergar pai! Eu não estou vendo!” “Tá tudo escuro!” Médicos e especialistas deram como 99% de chance de ele ficar cego. Mas eu nunca acreditei nas palavras dos médicos, acreditava em mim e numa força que se criou em mim para poder lutar de todas as formas para conseguir a cura. Não consegui por conta própria, consegui através da ajuda de algumas pessoas, que direta ou indiretamente “intercederam” por nós e hoje meu filho está curado. Lógico que o risco vai ser eterno, pois ele tem que cuidar de lubrificar o olho durante toda a vida. Mas acredito que o pior já passou.

Estas situações me fazem refletir sobre a vida. O que faz uma pessoa feliz? Será a alegria ou a tristeza? A tal cliente relatada em parágrafos anteriores vive feliz e sua sobrinha está à beira da morte chorando dia e noite com câncer nos olhos. Meu filho está agora brincando na rua feliz e contente com seus olhos no lugar. A sobrinha da minha cliente não tem mais olho. Mas eu estou triste!

A vida é assim, sempre com soluções estranhas... A morte talvez seja a solução para todos os problemas, mas quem quer a morte? Todos preferem viver, alegre ou triste... É assim que é...   

Fui! Um abraço!

Crédito da imagem:
HOSPITAL DE OLHOS SADALLA