sábado, 11 de agosto de 2012

VOCÊ É HOMOFÓBICO?



A HOMOFOBIA NO BRASIL

A questão da homofobia no Brasil está ficando um pouco complicada. Pois à medida que a mídia prega que o povo é homofóbico, aumenta a violência contra os homossexuais. Quando na verdade esta violência sempre foi praticada contra qualquer minoria: crianças, idosos, deficientes, gordos, negros, bobos, doentes mentais, roqueiros, nordestinos, homoafetivos e etc.

SOBRE A VIOLÊNCIA

Você é homofóbico? Sente vontade de bater em alguém pelo simples fato desta pessoa ser gay? Pois bem. A principal causa do movimento gay é a violência. E eu acredito que com exceção dos familiares todos aceitam bem o homossexualismo. Eu não sou homofóbico! Ao menos acho isto. Acredito que o homossexual ou homoafetivo, como está sendo divulgado atualmente, é igual a mim. Igual a todo mundo. Não teria motivo algum pra agredi-los. Não tenho motivo nenhum pra agredir ninguém. Pra mim quem usa a violência perdeu a razão. Não tem mais o que falar então parte pra violência.

SOBRE MUDANÇA DE SEXO

Na Tailândia, que é a referência no mundo em mudanças de sexo, as pessoas mudam de sexo por motivos não tão convincentes. Um dos principais motivos é que o país é referência em turismo sexual e sendo “mulher” é mais fácil ser prostituta. E em consequência conseguir um “emprego”. Mas será este o objetivo de mudar de sexo? Será que realmente os homossexuais estão satisfeitos com sua opção sexual? Pois segundo estudos, 41% dos que fazem a cirurgia tentam o suicídio. E aí? O que fazer? A cirurgia é irreversível! Clique aqui e veja como é a cirurgia.

SOBRE AS DENÚNCIAS

Temos em média 50 denúncias a cada 24 horas no Brasil. E a maioria dos agressores vem de dentro da própria família. Então deveríamos investir na família? Estruturar as famílias? Pois as mães são quem mais agridem os filhos por ser gay... Isto significa que as pessoas não são homofóbicas, mas simplesmente querem valorizar a família. De repente seja verdade que o maior projeto de Deus seja a família e que o Espírito Santo tenta nos mostrar o que é certo ou errado. Queremos sempre o bem pra nós mesmos, então não queremos o mal pra nossa família. Deixando a entender que homossexualismo não é coisa boa. Será isto? Pois até os homossexuais pensam assim. Mas é um pouco complicado, pois vão achar que estou querendo dizer que os gays são do mal. Não! Acho os gays maravilhosos. São simpáticos, alegres, inteligentes e muito amigos. Como qualquer pessoa normal. Coisa que eles são. Mas deve haver alguma mutação genética neles, pois eles se comportam diferente dos héteros. São muito mais românticos. Muito mais amigos. Parece que são seres superiores. Já até falei aqui no blog que grandes nomes da nossa história eram gays.

Então? Qual a conclusão? O que falar no final? Não sei... Só sei que ser homossexual é “super natural”. Só não pode confundir os direitos. Homossexual tem os mesmos direitos que eu tenho. Não são piores nem melhores que eu. Somos iguais! Esta é a lei da natureza. Todos iguais! Mas é uma pena que uns são mais iguais que os outros...

Fui! Um abraço!

Crédito da imagem:

Seria bom ler também:

OBS: Os dados foram retirados de uma reportagem do Fantástico que não encontrei no You Tube.



quinta-feira, 9 de agosto de 2012

WHISKY COM RED BULL OU SOBRE OS TEMPOS PÓS-MODERNOS


Nesses tempos pós-modernos, vivemos dilacerados internamente e confusos em nossas ações. A marca da pós-modernidade, segundo alguns dos seus teóricos, é a esquizofrenia. E ela se manifesta na cultura, na arquitetura, na dilaceração das grandes utopias, na fragmentação do sagrado. Tudo vai se transformando em coisa, tudo é muito superficial, consumível e descartável. Isso vale para pessoas, relacionamentos e até identidades políticas ou religiosas.

Fragmentação, incerteza, angústia, desconstrução, sensação de vazio. O mundo visto pela ótica pós-moderna é um caleidoscópio vertiginoso de sensações, percepções, valores e verdades, todas mais ou menos iguais entre si, pois as hierarquias também foram corroídas em nome de um horizontalismo "democrático" gerado pelas desconstruções raivosas das metanarrativas que "oprimem" os indivíduos.

E agora? Somos mais felizes do que nossos pais e avós? Penso que não! O ser humano fragmentado e superficial da pós-modernidade é uma dilaceração trágica e uma perda irracional do centro de si mesmo, quiçá do que entendemos como humano.

Não quero negar valores positivos desse tempo, tais como o pluralismo, a crítica à mitificação do progresso evolutivo, os grandes avanços tecnológicos, a liberdade individual e o antiautoritarismo dos grandes discursos que impunham verdades únicas. O que me espanta é ouvir, como hoje, uma vizinha em altos sons curtindo música gospel, funk com linguagem agressivamente pornográfica e apologia ao crime e as drogas, e música pop americana, tudo misturado. Quem é ela? Onde ela está? O que verdadeiramente crê na vida? Penso que ela é pós-moderna. Seres fragmentados, superficiais, caleidoscópicos e sem sentido algum, sem totalidade, sem um eu que seja alicerce. E por que não dizer, sem Deus (ainda que para a maioria dos pós-modernos a idéia de Deus é quase um absurdo arrogante e totalizador). Não estou julgando ninguém, apenas pensando e compartilhando.

Defender hoje a razão, o bom senso, o diálogo (penso aqui em Habermas) e um projeto ético global de emancipação humana parece uma piada, um retardo mental ou coisa de gente inocente e “fora da nova ordem mundial”. A festa pós-moderna nos convida a misturar tudo, mesmo que não faça o mínimo sentido (mas qual é mesmo o sentido se não aquilo que cada um dá para si mesmo, perguntará um pós-moderno).  Ecletismo, pastiche, simulacros. Deus, funk “proibidão”, maconha, aleluia, ateísmo light, incenso, cocaína, frases bíblicas, novenas, livros de auto-ajuda, citações desconexas de autores que ninguém de fato lê. Tudo é lixo, tudo é luxo, tudo é interessante e ao mesmo tempo chato demais se passar dos 140 caracteres. Quem tem tempo e paciência para coisas mais profundas? Quem lê textos num facebook “twittizado”?

É um viver esquizóide, sem tempo para nada que seja longo ou profundo. Essa tal pós-modernidade é ao mesmo tempo festiva e depressiva. Uma depressão surda e epidêmica, ocultada pelos bailes funks, raves, orgias coloridas, garrafas de whisky com red bull, drogas de todos os tipos e gritos de aleluias.

"Whiski ou água de coco pra mim tanto faz", canta um MC do complexo da Maré. O importante é mais e mais, alucinar-se até não aguentar mais. "Beber, cair e levantar" embalado pelo consumo e por uma nostalgia angustiante de algo que estamos perdendo, mas nem sabemos exatamente o que é. Não se trata aqui de moralismo, nem de campanha antidrogas, mas de uma reflexão ontológica sobre o sentido da vida, de estar no mundo.

As religiões, partidos políticos e outras instituições que na modernidade ajudavam na coesão social, na manutenção dos laços sociais e forneciam utopias que davam sentido a vida comunitária e individual, também se encontram degradadas e, em muitos casos, capitularam. 

O que significa viver num pais com mais de 30 partidos? O que é o novo PSD do Kassab se não o nada com coisa nenhuma?  É a desideologização da política, seu esvaziamento cultural e sua transformação em siglas de mercado para consumo pessoal e coletivo. A política se transforma em simples espaço para a manutenção de elites e oligarquias de poder que se revezam com muito dinheiro para comprar eleitores, eleições e consciências, também vendáveis. Os aparelhos midiáticos ajudam nesse espetáculo (ou o produz?) e mantém um clima de democracia onde na verdade existe manipulação descarada e abuso de poder econômico. As massas também participam e gozam, assistindo e negociando seu preço, comendo nos churrascos eleitorais e arrumando uns trocados enquanto sustentam discursos puritanos contra as “canalhices dos políticos”. Eleitos por quem?

No meio ao caos e insegurança de um mundo sem deus, eira ou beira, todos começam a correr atrás de uma boquinha, um esqueminha, um mensalão qualquer. É o pragmatismo amoral.

Essas igrejas neopentecostais também entraram na farra pós-moderna e junto com a renovação carismática católica sobrevivem vendendo um "Cristo de mercado" onde depositamos dízimos, novenas, ofertas etc. e ele nos dá tudo o que desejamos.

Os carros que poluem nossas grandes cidades ganham um adesivo: "propriedade exclusiva de Jesus". Mas esse judeu rebelde que foi crucificado não disse que Seu Reino não era deste mundo? Não reclamou da falta de um lugar para reclinar sua cabeça? "Foi Deus que me deu" diz outro adesivo. Triste deus de mercado que está aqui apenas para servir alguns seres humanos, espantando o medo do diabo e do olho grande em troca de ofertas que garantem com curas, milagres, apartamentos e carros novos, especialmente, para os pastores e líderes. A fatura alta do cartão de crédito passa a ser o símbolo de pessoas “abençoadas” pelo deus mercado.

Diante desse quadro existencialmente dramático só nos resta agarrarmo-nos numa "comunidade interpretativa" (os pós-modernos gostam desse conceito) que nos seja razoável e que nos dê sentido, compreensão de totalidade, para que tenhamos condições de sobreviver nesses tempos de angústia celebrados como uma festa orgástica irracional, estúpida e autodestrutiva. A humanidade, em especial nós ocidentais, estamos dançando com a morte e, pior, cremos que estamos festejando a vida na fanfarronice das superfícies e nos gostos esclerosados e ditados pela novela da vez. 

Bons tempos aqueles em que eu acordava para a escola, rezava, tomava café e aprendia que seguir a ética dos dez mandamentos e o amor de Jesus bastava para ser feliz. Vida simples e rica. Coisas do subúrbio.


Escrito por:
MARCIO SALES SARAIVA
Sociólogo, teólogo e mestrando em Serviço Social na UERJ 




segunda-feira, 6 de agosto de 2012

PSICOANALOGISMO INTRAPESSOAL: CONVERSE MAIS CONSIGO


Podemos afirmar que o ser mais difícil de entender é você mesmo, o quão difícil ainda é admitir isso... Analise bem, quem nunca se imaginou numa vida estilo comercial de margarina, onde todos exalam felicidade, onde o simples fato de besuntar o pãozinho causa fervoroso prazer. De fato que mesmo inconscientemente isso passa pela nossa cabeça, somos imperceptivelmente rotulados e influenciados. Certo dia eu mesmo “vivencie um case” que me chamou muito a atenção, por mais comum que seja. Estava com minha esposa aguardando em um salão de beleza e ao lado uma senhora acompanhando um casal de jovens namorados que se achamegavam e se beijavam com tal inocência, disso a senhora lançou o seguinte comentário à minha esposa; “... depois que casa não tem mais nada disso, acaba o encanto...” – Homessa! (para quem não sabe, Homessa retrata espanto, surpresa) Pensei por vários minutos sobre esse comentário, até que por brincadeira recriminei minha esposa dizendo que ela deveria ter dito que não são todos assim... Mas será que ela disse isso de próprio pensamento? Será que ela já não está tomada pelo script que nós mesmos rotulamos de que o casamento é um pesadelo, em vez de renovarmos e estimularmos o nosso relacionamento. Vamos pensar um pouco: Se amamos alguém, temos um carinho especial, aquela pessoa que dizemos que é a mulher ou o homem de nossas vidas, como esse ser pode se tornar um monstro após a consagração da plena união?!...

Isso é o retrato de que ouvimos e absorvemos muito mais aquilo que nos são expostos no dia a dia do que aquilo que consideramos nossos ideais, nossos valores e nossas crenças. Falta ao povo mais relação intrapessoal, mais confiança, mais autossuficiência... Afinal a vida não é um comercial de margarina, mas também não é um sinistro de seguro de morte!!! Se conversássemos mais com nós mesmos, se dividíssemos opiniões internamente sempre que necessário, teríamos que ouvir menos bobagens no cotidiano, teríamos menos envolvimento com a HIPNOSE TELEVISIVA, com a DIALÉTICA MIDIALIZAÇÃO, com a CALIPSEFOBIA e etc. Todas essas, que independente da emissora ou rede social nos leva ao estado de consolo mental, onde você (e eu) se expõe a qualquer tipo de opinião, menos a sua. Logo essa que é a mais importante, porém não a absoluta, para você se julgar um completo ser humano. Como diz a frase de René Descartes que reflete sobre a sua existência; “Cogito ergo sum – Penso, logo existo!”. Indubitavelmente que você deve estar pensando o porquê disso tudo, que fim tem essa crônica, mas ao mesmo tempo você está pensando... Ora, se você está pensando, logo você existe! Isso, você existe, faça valer sua existência, se motive mais, se arrisque mais, opine mais, mostre ao que veio, não deixe se ofuscar, não faça valer apenas as opiniões e comportamentos alheios, questione a si mesmo se esse é o seu correto, se esse é você sendo você mesmo.

É isso meus condiscípulos. Não poderia terminar minha conclusão de forma diferente, citando uma frase que resume a relação intrapessoal que falta a todos nós.

“Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.” – Gabriel, O Pensador.

Escrito por :
LEANDRO SILVA


Crédito da imagem :
PIROALQUIMISTA