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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A QUESTÃO DO ABORTO NO BRASIL


  
“Tu só é contra o aborto porque não é tu a criança que vai ser cuidada por gente irresponsável. A criança não pode ser uma punição pros pais por eles terem engravidado. Se a criança for tratada como uma punição, provavelmente vai virar um ladrão, assassino, etc.” Tchairadino

Começo a postagem com este comentário retirado de um vídeo aterrorizante e emocionante do You Tube chamado "As lágrimas de um anjo". O usuário de codinome Tchairadino, defende com todas as forças o direito das mulheres abortarem quando quiser. Resolvi fazer esta postagem hoje, pois esta semana o aborto foi aprovado em mais um país pelo mundo, o Uruguai. Mas a tendência é que isto aconteça no Brasil também. Aqui, tanto pessoas iletradas quanto intelectuais defendem o aborto. Vi um vídeo do Observador Político onde Goretti Lopes (que não sei quem é) defende o aborto em qualquer situação por achar problema de saúde pública. Acredita que as mulheres farão aborto de qualquer maneira, então é melhor legalizar. Ora, pensando assim, os jovens continuarão usando drogas, vamos legalizá-las então! Cocaína, crack, heroína... Os jovens continuarão sendo assassinados nas favelas, vamos legalizar o assassinato de jovens. Não creio que seja por aí. Estes problemas acontecem -  aborto, drogas, assassinatos – por culpa de erros em outro setor, o setor político. Não é problema de saúde pública. É problema político. Problema de educação. Cultura. Oportunidades e outras coisas mais.


Mas fico meio sem entender por que as pessoas lutam tanto pra legalizar o aborto. Qual a diferença de matar um feto de 10 semanas e um de 50? Então seria melhor legalizar o assassinato dos filhos. Você tem um filho, ele cresce um pouco e faz 2 anos de idade. De repente você percebe que não o quer mais e mata-o. Chocante não é? Mas por que não é chocante matar um feto? Desde a concepção a criança já tem coração, já precisa de oxigênio e todos os nutrientes que você precisa pra viver. Será que não é um ser vivo? O incrível é que mesmo vendo terríveis cenas de assassinato continuam apoiando a morte das crianças. Veja o vídeo “As lágrimas de um anjo” e tente não se chocar. Quando trabalhei no IBGE, entrevistei várias mulheres que fizeram aborto e não encontrei UMA que não estivesse arrependida. Todas estavam traumatizadas e com sentimento de culpa. Mas pessoas acham que é direito fazer isto. Usam a desculpa de que “os pais não terão condições de criar esta criança”, “vai virar bandido”... Se é assim vamos matar então todos os pobres e todos os bandidos das penitenciárias pelo mundo a fora. Pois estes não têm mais solução ou já tiveram sua chance, mas a criança assassinada na barriga da mãe não teve a sua chance ainda. Outros dizem que o feto é parte do corpo da mulher. Isto não posso nem comentar. Pois pensar isto é um absurdo. Só existe feto com a união de um espermatozóide e um óvulo. Então seria parte do homem também. O feto é um ser independente. 

Mas por que em vez de apoiar o aborto não apoiam o controle populacional? Por que não apoiam a vasectomia e laqueadura? Por que não investem em educação para os jovens? Aqueles que mais têm filhos e mais querem abortar. Por que não incentivam o uso de métodos contraceptivos? Não entendo! Por que matar depois que concebeu? Parecida com a atitude da polícia que mata os jovens nas favelas e todo mundo acha normal. Por que não investir em alguma coisa, algum projeto, sei lá, algo que faça os jovens terem o mínimo de condições de vida para terem uma oportunidade de ser uma pessoa digna? Mas não! O povo apóia a atitude dos políticos. Saem pelas ruas em época de eleição com bandeira nas mãos dizendo: Sou petista! Sou pedetista! Enquanto os jovens são assassinados nas favelas e as crianças nas clínicas de aborto. Mas num país onde pelo SUS é mais fácil conseguir uma cirurgia de mudança de sexo que uma vasectomia não é de se estranhar o povo pensar assim...

Fui! Um abraço!

P.S. Dado interessante: No Uruguai nascem em média 40.000 crianças e acontecem em média 30.000 abortos por ano. Será que o aborto lá é método anticoncepcional? Estranho! Fonte BBCCCC

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domingo, 12 de agosto de 2012

A MÃO QUE ACENDE A VIOLÊNCIA



Os viciados financiam o tráfico,a violência ou apenas o seu vício? 
                    
Com esta pergunta começo minhas utópicas e humildes linhas. Será que a culpa do tráfico é do usuário? Ele alimenta o tráfico de drogas? Tráfico de armas? Mas tal pessoa trabalha, paga seus impostos. Será que realmente tem que ser crucificada só por dar um “tapinha” de vez em quando?

Alguns países até permitem o uso da maconha, em algumas áreas pré-determinadas. E não há tanta violência como aqui. Logo, por que não fazer o mesmo em nosso solo? Passeatas a favor da legalização da maconha são comuns em todo o país. Artistas, políticos e seres humanos de todo tipo e espécime. Pessoas da alta roda intelectual, cultural e outros “al”. Tudo mostra que se você for contra esse princípio lógico e mais claro que a água da Baía de Guanabara - que a legalização da maconha é o que tem de ser feito - és um boçal. Você não vê que a legalização das drogas é o caminho para nossa salvação? Do que viverá o tráfico nas grandes cidades deste país se isto acontecer? Levante essa bandeira! Está na moda! A europeização do tráfico é iminente, vide as UPPs. Se descriminalizarmos a maconha, seremos como a Alemanha, Holanda. Que sonho! É fácil, LEGALIZE JÁ...

Quantas pessoas da alta roda fumam um baseadinho? Quantos “intelequituais” dão um “doisinho”? Pessoas que influenciam milhões com sua postura, com o que escrevem, com o que cantam, com o que aprovam, com o que fazem ao incentivar o consumo das drogas.

Certa vez tivemos um Fernando Henrique Cardoso. Câncer do Brasil. Em seus oito anos de pura sacanagem, nosso querido sociólogo (na faculdade devia fumar pouco, né?) quase quebrou o país. Privatizou a torto e a direita, tais privatizações totalmente “coretaz”, até por que privatizar nem é atestar a própria incompetência (e sim assumir). Vender um poço, que gerava cem mil b/d para SHELL por uma bagatela de vinte e um milhões, é uma demonstração de pura sapiência. Voltando ao assunto, porque todos esses elogios ao Câncer? Que tem FHC. Simples! Ele foi o melhor presidente de todos os tempos. O que isso tem a ver com os viciados, passeatas a favor da legalização, um monte de filhos da pátria inteligentíssimos, pregando a favor das drogas? Durante o governo Câncer as políticas adotadas em relação às propostas de reassentamento oferecidas pela Companhia Hidroelétrica do São Francisco (CHESF), não foram levadas a sério, nada mesmo. O que o governo Câncer fez foi indenizar famílias. Assim, dando incentivo, totalmente velado, àquela população que fora deslocada, sem nenhuma assistência governamental. Foram jogadas para qualquer canto, tendo como única escolha trabalhar nessa agricultura ilícita.
Que agricultura meu querido maconheiro? O cultivo da Cannabis Sativa.

Apresento a vocês um lugar maravilhoso chamado: O POLÍGONO DA MACONHA. E para qualificá-lo o Câncer que tem um FHC, elaborou um filme a favor da maconha, digno de Hollywood. Muitos “intelequituais”, gênios, dão suas opiniões sobre o assunto. Voltando ao polígono, fica no sertão pernambucano, pegando uma pequena parte da Bahia. Meu amigo agente da desgraça alheia, lá encontramos pessoas que fazem o que fazem para sobreviver, meninas de doze anos de idade se prostituem pelo simples motivo de ser a única coisa, a única, não há nada mais, somente isso (entendeu né?) a única coisa, é só o que se tem lá para fazer. Trabalhar nas plantações onde se paga um módico valor pela féria, com o qual se consegue comer. Crianças que vendem o corpo em troca de pão, e uma empresa estruturada e bem localizada para seu ofício, dando possibilidade do povo local sobreviver (não era o governo que deveria fazer isso?) fazendo tudo isso girar. E você, meu caro cafetão de puta mirim, continua na sua passeata a favor da maconha? Estamos no rumo certo? Você é agenciador da violência? Claro que não. Você tem culpa nisso? Claro que não. Não é sua culpa que exista tal lugar em seu país, você não tem nada a ver com isso. VOCÊ NÃO TEM NADA A VER COM ISSO.

Vamos legalizar logo isso, aí o polígono da maconha acaba, vamos salvar aquelas pessoas industrializando a erva, vão pagar impostos, serão uma empresa como qualquer outra, pronto, solução do problema. Pontos de venda de drogas na América do Norte, Europa e alguns pontos da Ásia compram também do sertão pernambucano. Nossa cultura em camuflar o problema é gigantesca, somos os melhores. Quem é o povo mais feliz do planeta? Quem é sempre bem recebido em qualquer lugar que chega nesse mundão de “meu Deus!”? Problemas. Que problemas? Deixamos que role, Vamos terceirizar a ausência pública, distribuir a riqueza dos famintos, a felicidade de nossas crianças invadidas. Acabar com a maconha? Não, claro que não, vamos acabar com o egoísmo, com a raiz, mais que enraizada do “vou me dar bem”. Parar de fumar seu baseado por uma situação que você nem vê, é loucura, outros países não vêem nossa tristeza, nossas necessidades, eles querem é USAR, assim como todos que moram aqui, só com uma simples diferença: eles lutaram avidamente por cultura e educação. Tudo pra nós é imposto, não sabemos nem o que é luta, acomodados e preguiçosos. Nossa quanta coisa! Vamos fumar um pra relaxar...

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PRIMEIRA EDIÇÃO



quinta-feira, 9 de agosto de 2012

WHISKY COM RED BULL OU SOBRE OS TEMPOS PÓS-MODERNOS


Nesses tempos pós-modernos, vivemos dilacerados internamente e confusos em nossas ações. A marca da pós-modernidade, segundo alguns dos seus teóricos, é a esquizofrenia. E ela se manifesta na cultura, na arquitetura, na dilaceração das grandes utopias, na fragmentação do sagrado. Tudo vai se transformando em coisa, tudo é muito superficial, consumível e descartável. Isso vale para pessoas, relacionamentos e até identidades políticas ou religiosas.

Fragmentação, incerteza, angústia, desconstrução, sensação de vazio. O mundo visto pela ótica pós-moderna é um caleidoscópio vertiginoso de sensações, percepções, valores e verdades, todas mais ou menos iguais entre si, pois as hierarquias também foram corroídas em nome de um horizontalismo "democrático" gerado pelas desconstruções raivosas das metanarrativas que "oprimem" os indivíduos.

E agora? Somos mais felizes do que nossos pais e avós? Penso que não! O ser humano fragmentado e superficial da pós-modernidade é uma dilaceração trágica e uma perda irracional do centro de si mesmo, quiçá do que entendemos como humano.

Não quero negar valores positivos desse tempo, tais como o pluralismo, a crítica à mitificação do progresso evolutivo, os grandes avanços tecnológicos, a liberdade individual e o antiautoritarismo dos grandes discursos que impunham verdades únicas. O que me espanta é ouvir, como hoje, uma vizinha em altos sons curtindo música gospel, funk com linguagem agressivamente pornográfica e apologia ao crime e as drogas, e música pop americana, tudo misturado. Quem é ela? Onde ela está? O que verdadeiramente crê na vida? Penso que ela é pós-moderna. Seres fragmentados, superficiais, caleidoscópicos e sem sentido algum, sem totalidade, sem um eu que seja alicerce. E por que não dizer, sem Deus (ainda que para a maioria dos pós-modernos a idéia de Deus é quase um absurdo arrogante e totalizador). Não estou julgando ninguém, apenas pensando e compartilhando.

Defender hoje a razão, o bom senso, o diálogo (penso aqui em Habermas) e um projeto ético global de emancipação humana parece uma piada, um retardo mental ou coisa de gente inocente e “fora da nova ordem mundial”. A festa pós-moderna nos convida a misturar tudo, mesmo que não faça o mínimo sentido (mas qual é mesmo o sentido se não aquilo que cada um dá para si mesmo, perguntará um pós-moderno).  Ecletismo, pastiche, simulacros. Deus, funk “proibidão”, maconha, aleluia, ateísmo light, incenso, cocaína, frases bíblicas, novenas, livros de auto-ajuda, citações desconexas de autores que ninguém de fato lê. Tudo é lixo, tudo é luxo, tudo é interessante e ao mesmo tempo chato demais se passar dos 140 caracteres. Quem tem tempo e paciência para coisas mais profundas? Quem lê textos num facebook “twittizado”?

É um viver esquizóide, sem tempo para nada que seja longo ou profundo. Essa tal pós-modernidade é ao mesmo tempo festiva e depressiva. Uma depressão surda e epidêmica, ocultada pelos bailes funks, raves, orgias coloridas, garrafas de whisky com red bull, drogas de todos os tipos e gritos de aleluias.

"Whiski ou água de coco pra mim tanto faz", canta um MC do complexo da Maré. O importante é mais e mais, alucinar-se até não aguentar mais. "Beber, cair e levantar" embalado pelo consumo e por uma nostalgia angustiante de algo que estamos perdendo, mas nem sabemos exatamente o que é. Não se trata aqui de moralismo, nem de campanha antidrogas, mas de uma reflexão ontológica sobre o sentido da vida, de estar no mundo.

As religiões, partidos políticos e outras instituições que na modernidade ajudavam na coesão social, na manutenção dos laços sociais e forneciam utopias que davam sentido a vida comunitária e individual, também se encontram degradadas e, em muitos casos, capitularam. 

O que significa viver num pais com mais de 30 partidos? O que é o novo PSD do Kassab se não o nada com coisa nenhuma?  É a desideologização da política, seu esvaziamento cultural e sua transformação em siglas de mercado para consumo pessoal e coletivo. A política se transforma em simples espaço para a manutenção de elites e oligarquias de poder que se revezam com muito dinheiro para comprar eleitores, eleições e consciências, também vendáveis. Os aparelhos midiáticos ajudam nesse espetáculo (ou o produz?) e mantém um clima de democracia onde na verdade existe manipulação descarada e abuso de poder econômico. As massas também participam e gozam, assistindo e negociando seu preço, comendo nos churrascos eleitorais e arrumando uns trocados enquanto sustentam discursos puritanos contra as “canalhices dos políticos”. Eleitos por quem?

No meio ao caos e insegurança de um mundo sem deus, eira ou beira, todos começam a correr atrás de uma boquinha, um esqueminha, um mensalão qualquer. É o pragmatismo amoral.

Essas igrejas neopentecostais também entraram na farra pós-moderna e junto com a renovação carismática católica sobrevivem vendendo um "Cristo de mercado" onde depositamos dízimos, novenas, ofertas etc. e ele nos dá tudo o que desejamos.

Os carros que poluem nossas grandes cidades ganham um adesivo: "propriedade exclusiva de Jesus". Mas esse judeu rebelde que foi crucificado não disse que Seu Reino não era deste mundo? Não reclamou da falta de um lugar para reclinar sua cabeça? "Foi Deus que me deu" diz outro adesivo. Triste deus de mercado que está aqui apenas para servir alguns seres humanos, espantando o medo do diabo e do olho grande em troca de ofertas que garantem com curas, milagres, apartamentos e carros novos, especialmente, para os pastores e líderes. A fatura alta do cartão de crédito passa a ser o símbolo de pessoas “abençoadas” pelo deus mercado.

Diante desse quadro existencialmente dramático só nos resta agarrarmo-nos numa "comunidade interpretativa" (os pós-modernos gostam desse conceito) que nos seja razoável e que nos dê sentido, compreensão de totalidade, para que tenhamos condições de sobreviver nesses tempos de angústia celebrados como uma festa orgástica irracional, estúpida e autodestrutiva. A humanidade, em especial nós ocidentais, estamos dançando com a morte e, pior, cremos que estamos festejando a vida na fanfarronice das superfícies e nos gostos esclerosados e ditados pela novela da vez. 

Bons tempos aqueles em que eu acordava para a escola, rezava, tomava café e aprendia que seguir a ética dos dez mandamentos e o amor de Jesus bastava para ser feliz. Vida simples e rica. Coisas do subúrbio.


Escrito por:
MARCIO SALES SARAIVA
Sociólogo, teólogo e mestrando em Serviço Social na UERJ 




segunda-feira, 6 de agosto de 2012

PSICOANALOGISMO INTRAPESSOAL: CONVERSE MAIS CONSIGO


Podemos afirmar que o ser mais difícil de entender é você mesmo, o quão difícil ainda é admitir isso... Analise bem, quem nunca se imaginou numa vida estilo comercial de margarina, onde todos exalam felicidade, onde o simples fato de besuntar o pãozinho causa fervoroso prazer. De fato que mesmo inconscientemente isso passa pela nossa cabeça, somos imperceptivelmente rotulados e influenciados. Certo dia eu mesmo “vivencie um case” que me chamou muito a atenção, por mais comum que seja. Estava com minha esposa aguardando em um salão de beleza e ao lado uma senhora acompanhando um casal de jovens namorados que se achamegavam e se beijavam com tal inocência, disso a senhora lançou o seguinte comentário à minha esposa; “... depois que casa não tem mais nada disso, acaba o encanto...” – Homessa! (para quem não sabe, Homessa retrata espanto, surpresa) Pensei por vários minutos sobre esse comentário, até que por brincadeira recriminei minha esposa dizendo que ela deveria ter dito que não são todos assim... Mas será que ela disse isso de próprio pensamento? Será que ela já não está tomada pelo script que nós mesmos rotulamos de que o casamento é um pesadelo, em vez de renovarmos e estimularmos o nosso relacionamento. Vamos pensar um pouco: Se amamos alguém, temos um carinho especial, aquela pessoa que dizemos que é a mulher ou o homem de nossas vidas, como esse ser pode se tornar um monstro após a consagração da plena união?!...

Isso é o retrato de que ouvimos e absorvemos muito mais aquilo que nos são expostos no dia a dia do que aquilo que consideramos nossos ideais, nossos valores e nossas crenças. Falta ao povo mais relação intrapessoal, mais confiança, mais autossuficiência... Afinal a vida não é um comercial de margarina, mas também não é um sinistro de seguro de morte!!! Se conversássemos mais com nós mesmos, se dividíssemos opiniões internamente sempre que necessário, teríamos que ouvir menos bobagens no cotidiano, teríamos menos envolvimento com a HIPNOSE TELEVISIVA, com a DIALÉTICA MIDIALIZAÇÃO, com a CALIPSEFOBIA e etc. Todas essas, que independente da emissora ou rede social nos leva ao estado de consolo mental, onde você (e eu) se expõe a qualquer tipo de opinião, menos a sua. Logo essa que é a mais importante, porém não a absoluta, para você se julgar um completo ser humano. Como diz a frase de René Descartes que reflete sobre a sua existência; “Cogito ergo sum – Penso, logo existo!”. Indubitavelmente que você deve estar pensando o porquê disso tudo, que fim tem essa crônica, mas ao mesmo tempo você está pensando... Ora, se você está pensando, logo você existe! Isso, você existe, faça valer sua existência, se motive mais, se arrisque mais, opine mais, mostre ao que veio, não deixe se ofuscar, não faça valer apenas as opiniões e comportamentos alheios, questione a si mesmo se esse é o seu correto, se esse é você sendo você mesmo.

É isso meus condiscípulos. Não poderia terminar minha conclusão de forma diferente, citando uma frase que resume a relação intrapessoal que falta a todos nós.

“Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.” – Gabriel, O Pensador.

Escrito por :
LEANDRO SILVA


Crédito da imagem :
PIROALQUIMISTA